Folha do Comércio

Você está aqui: Cultura Eventos

Eventos

Festival de Verão Vale do Aço tem início nesta quarta-feira no Centro Cultural Usiminas e Teatro Zélia Olguin

Postado em 16-01-18

- Duo Ricardo Valverde e Rodrigo Carneiro abrem o Festival com o show “Trios” -

Exposições, oficinas e música marcam o início do Festival de Verão Vale do Aço 2018 nesta quarta-feira,17. Realizado pelo Instituto Cultural Usiminas, o evento também oferece ao público muita comédia e dança cigana nesta primeira semana de programação com ingressos a preços populares. O Festival tem o patrocínio da Usiminas, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura.

 

A abertura será feita pela dupla paulista Ricardo Valverde e Rodrigo Carneiro com o show “Trios”, nesta quarta-feira, dia 17, às 20h, no Teatro do Centro Cultural Usiminas. A dupla se apresenta com um vibrafone e um violão de 7 cordas, fazendo um passeio sonoro por diversos ritmos e estilos brasileiros como choro, baião, bossa nova e samba.

 

Na sexta-feira,19, quem se apresenta no Teatro do Centro Cultural Usiminas é a Cia Esmeralda de Dança Cigana (MG), com o espetáculo “Sangre y Fuego”. O evento, que será realizado às 20h, apresenta a história do conturbado amor entre os ciganos Esmeralda e Hugo. A trama se passa na cidade de Andaluzia, na Espanha, considerada a terra do sol, dos amores e da música.  No mesmo dia, no Teatro Zélia Olguin, o Grupo Boca de Cena (MG) apresenta o teatro contemporâneo “Humano demasiado humano – fragmentação absoluta”, às 20h.

O espetáculo “A rainha do rádio”, da Esfera Produções Artísticas (SP), vai contar a história da radialista Adelaide Fontana, que foi demitida após 25 anos de casa, quando comandava o “Suspiros ao meio-dia”, e resolve invadir e se trancar no estúdio da Rádio Esperança para fazer um programa especial. A peça será realizada no Teatro do Centro Cultural Usiminas, no sábado,20, às 20h.

No domingo,21, quem está em cartaz é a Cia. de Humor Trio Comédia (MG), com o espetáculo “Hoje é dia de maldade”. A peça será apresentada no Teatro do Centro Cultural Usiminas, às 19h. O espetáculo aborda a mística da sexta-feira (o dia da felicidade sem motivo) para o teatro. Com personagens engraçados, o grupo brinca e se diverte com a plateia, usando e abusando de magia e da loucura que a sexta-feira proporciona nas pessoas.

Exposições e oficinas

O público poderá acompanhar a partir desta quarta-feira,17, no Foyer do Centro Cultural Usiminas, a mostra coletiva “Bem bordado”, montada com obras produzidas a partir de materiais alternativos, de vários artistas locais, com o propósito de apresentar uma identidade gráfica para a região. A visitação pode ser realizada de terça a sábado, até o dia 11 de março, das 10h às 21h.

Na Galeria do Teatro Zélia Olguin o público poderá conferir, a partir de quarta-feira (17/1), a exposição "Rostos e Forma, Marcas e Histórias” dos artistas Deborah Carla Gomes Lima Oliveira e Jeferson Colbert Gomes Lima (MG). A mostra apresenta um trabalho feito em papel machê por meio do qual são retratados povos, culturas e a história de épocas. A exposição estará aberta para visitação sempre 2 horas antes dos espetáculos realizados no Teatro Zélia Olguin, até 11 de março.

No Jardim Externo do Centro Cultural Usiminas serão realizadas duas oficinas, na sexta-feira (19/1) a artista Vanuza Bárbara (MG), ministra, às 15h, a oficina “Criar como que temos – projeto bem bordado”. Na ocasião, os participantes irão aprender a desenhar peças básicas dos nossos guarda-roupas. No sábado, (20/01) é hora de aprender a criar mandalas usando material reciclável na Oficina de Mandalas em CD, que será conduzida por Maria Freitas de Oliveira, a partir de 15h.

Os ingressos de toda a programação do Festival, que vai até o dia 11 de março, podem ser comprados na Bilheteria do Centro Cultural Usiminas, Bilheteria do Teatro Zélia Olguin, Shopping do Vale do Aço, Hospital Márcio Cunha Unidade I, Hiperconsul e Internet - www.eventim.com.br. Para todos os espetáculos os valores de meia entrada serão estendidos a todas as categorias até 2 horas antes do evento. As oficinas são gratuitas, mediante agendamento na Ação Educativa pelo telefone (31) 3824-3731.

A programação completa do Festival de Verão pode ser acessada no site

www.institutoculturalusiminas.com. Mais informações: 31.3822.3031.

Serviço - Festival de Verão Vale do Aço 2018

17/1

Show “Trios”

Local: Teatro do Centro Cultural Usiminas

Horário: 20h

Ingressos: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia estendida)

17/1 a 11/3

Exposição: Rostos e forma, “marcas e histórias”

Local: Teatro Zélia Olguin

Horário: 2 horas antes dos espetáculos em cartaz

17/1 a 11/3

Exposição: Bem bordado

Local: Foyer do Centro Cultural Usiminas

Horário: Terça a sábado, das 10h às 21h

19/1

Oficina: Criar com o que temos – projeto bem bordado

Local: Jardim Externo do Centro Cultural Usiminas

Horário: 15h

Entrada franca mediante agendamento na Ação Educativa: (31) 3824-3731

19/1

Dança: Sangre y Fuego

Local: Teatro do Centro Cultural Usiminas

Horário: 20h

Ingressos: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia estendida)

19/1

Teatro: Humano demasiado humano – fragmentação absoluta

Local: Teatro Zélia Olguin

Horário: 20h

Ingressos: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia estendida)

20/1

Teatro: A rainha do rádio

Local: Teatro do Centro Cultural Usiminas

Horário 20h

Ingressos: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia estendida)

20/1

Oficina: Mandalas em CD

Local: Jardim Externo do Cetro Cultural Usiminas

Horário: 15h

Entrada franca mediante agendamento na Ação Educativa: (31) 3824-3731

21/1

Teatro: Trio comédia em “Hoje é dia de maldade”

Local: Teatro do Centro Cultural Usiminas

Horário: 19h

Ingressos: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia estendida)

Sertanejo em bom tom

Postado em 10-01-18 às 10h06

Quintaneja no Shopping Vale do Aço recebe Andrey Ferraz

O carismático Andrey Ferraz retorna ao Shopping Vale do Aço com sua proposta irresistível de fazer um show para agradar a todas as idades e é certeza de sucesso. Muito sertanejo universitário, clássicos do estilo, modão e as “sofrências” que preenchem a programação das grandes rádios do país. Dia para os casais ou para conhecer novas pessoas, pois a música embala o sentimento amoroso.

Dessa vez já veterano no Shopping, Andrey já angariou um público cativo que o acompanha em suas apresentações. A praça já é sua casa e lhe rendeu muitas novas propostas de trabalho, “é a vitrine que destaca a gente e realmente funciona”, comenta.

Serviço

Noite Sertaneja – Andrey Ferraz

Data: 11/01

Horário: 19h30

Local: Praça de alimentação

Show gratuito

Suzana Faini apresenta o espetáculo “Silêncio!” em Ipatinga

- O último espetáculo do projeto Mostra de Teatro conta história de uma família judaica, neste sábado, no Centro Cultural Usiminas -

Humor, drama, histeria, compaixão, crueldade e saudosismo. Assim é o clima de “Silêncio!”, a última peça do projeto Mostra de Teatro de 2017. O espetáculo que rendeu dois prêmios de melhor atriz para Suzana Faini, está em cartaz no Teatro do Centro Cultural Usiminas, no sábado,11, às 20h. Os ingressos podem ser adquiridos na bilheteria do teatro e pelo site eventim.com.br

Um jantar judaico é o pano de fundo para a discussão de um tema tabu: as jovens judias que vieram do Leste europeu no final do século XIX e início do século XX, e que se tornaram prostitutas na América, as famosas “polacas”. Os conflitos de gerações regem a peça que apresenta uma grande virada no final. O espetáculo tem diálogos dinâmicos, com boa dose de humor ácido e perturbador. Suzana Faini representa a personagem Esther, a vaidosa e controladora matriarca da família.

“O  projeto Mostra de Teatro, que conta com o Incentivo da Lei Estadual de Incentivo à Cultura de Minas Gerais e o patrocínio da NET e da Claro, chega a sua nona atração  trazendo uma grande nome do cenário brasileiro Suzana Faini, que aos seus 82 anos, conduz com maestria a sua personagem”, conta Fabrizio Teixeira, idealizador do projeto.

O texto é da dramaturga Renata Mizrahi, que venceu o último Prêmio Shell pelo espetáculo “Galápagos”. Completam o elenco Léo Wainer, Paula Sandroni, Alexandre Mofati, Pedro Monteiro e Gabriela Estevão. A produtora do Mostra de Teatro, Tina Vasconcelos, destaca que essa última atração reforça o “compromisso do projeto com o intercâmbio de conhecimentos e divulgação de grandes montagens para o público de Ipatinga”.

 

A ilusão da arma

Mario Eugenio Saturno

Ao longo dos meus 50 anos de consciência, tenho visto todo tipo de argumento a favor e contra a posse de armas. E essa discussão, curiosamente, é despertada mais quando ocorrem massacres nos Estados Unidos da América do que assassinatos no Brasil. É claro que os massacres com armas de guerra impressionam mais.

Alguns argumentos são honestos, outros completamente simplórios. A primeira a ser notada é que o porte de arma não aumenta a segurança de ninguém. Os casos em que o cidadão tem oportunidade de revidar são raros, pois, em geral, os bandidos atacam em grupo. E nessa situação desvantajosa, reagir é de extrema burrice. Basta observar os policiais assassinados, a maioria estava armada e não conseguiu reagir.

Algumas entidades estadunidenses aproveitaram o debate para destacar uma realidade que passa despercebida: o número anual de pessoas que cometem suicídio usando armas de fogo é muito maior do que o número de vítimas de homicídios cometidos com essas armas.

É o que revelam os dados do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos e é estarrecedor, pois cerca de 19 mil das 31 mil mortes por armas de fogo que acontecem anualmente nos Estados Unidos são suicídios. Isso representa 61,3% das mortes por arma de fogo.

Apesar desse número chocante, muitos simpatizantes das armas não enxergam a gravidade. O problema principal é a eficácia das pistolas e fuzis quando comparados com outros métodos. Dos que tentam se matar usando armas de fogo, 85% resultam em morte. Quando alguém tenta matar-se com outras maneiras, como o uso de medicamentos, apenas 2% do total morre. É o que preocupa as autoridades e os profissionais de saúde dos EUA.

Diversos psiquiatras e psicólogos destacam que não só se deve examinar os motivos que levaram alguém a querer tirar a própria vida, mas também é importante analisar como a pessoa tentou se suicidar. É o que pensam os cientistas da Escola de Saúde Pública da Universidade de Harvard que criou o projeto “Means Matter” (Os Meios Importam) procurando destacar o papel de armas de fogo em suicídios.

A diretora do Means Matter, Dra. Catherine Barber, já analisou centenas de suicídios e o que mais chama a atenção é que em muitos casos de suicídio ocorreu algum evento que atuou como gatilho, como uma separação, uma discussão doméstica, ou problemas na escola.

A maioria dos que querem tirar a própria vida dedica pouco tempo ao planejamento do suicídio. Tudo é feito de impulso e se o método eleito é uma arma, há poucas chances que o suicida se arrependa de sua decisão. Os pensamentos suicidas não costumam durar muito tempo. Aparecem e logo se vão. Só uma minoria de pessoas permanece em estado suicida durante um longo período de tempo.

Já o Dr. Kenneth Duckworth, psiquiatra e diretor médico da Aliança Nacional para Doenças Mentais, afirma que nos estados com mais armas são os que têm níveis mais altos de suicídios, como Wyoming, Montana, Alasca e Nevada. Por outro lado, os nove Estados com menor número de proprietários de armas são aqueles que apresentam os menores índices de suicídio. Bons motivos para se pensar sobre essa ilusão.

Mario Eugenio Saturno (cientecfan.blogspot.com) é Tecnologista Sênior do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e congregado mariano.

Inscrições para o Prêmio de Cultura Urbana de Periferia podem ser feitas até 14/11

- Dividido nas categorias MC, DJ, dança e graffiti, edital inédito da Secretaria de Estado de Cultura contempla os segmentos da cultura hip hop com R$ 280 mil divididos em 28 prêmios -

No caldeirão das periferias das cidades fervilham importantes manifestações culturais. São locais que se configuram não somente como ponto de resistência, mas também como espaço de convergência. A cultura hip hop é um relevante mecanismo de fortalecimento das comunidades e de suas identidades. Para estimulá-la,, o Governo do Estado lançou e mantém abertas as inscrições para o Prêmio de Cultura de Periferia- Canela Fina.

O edital inédito da Secretaria de Estado de Cultura visa a valorização, divulgação e estímulo à produção dos segmentos da cultura hip hop nas periferias, contemplando projetos ou ações já executadas ou em execução.

O prêmio é direcionado a artistas, produtores, coletivos e grupos ligados à cultura do hip hop. Podem se inscrever na premiação pessoas físicas, coletivos artísticos ou pessoas jurídicas sem fins lucrativos e que residam há, no mínimo, um ano em áreas de vulnerabilidade social de aglomerados, favelas e vilas dos municípios de Minas Gerais com população igual ou superior a 100 mil habitantes.

O valor total da premiação é de R$ 280 mil divididos em 28 prêmios no valor de R$ 10 mil cada. As inscrições podem ser realizadas até o dia 14 de novembro.  O edital e os formulários para participar do processo seletivo estão disponíveis no endereço goo.gl/q7oCpT.  O edital distribui sete prêmios para cada um dos grupos.

“Valorizar as linguagens urbanas é essencial para a cultura mineira. É nesse sentido que o secretário Angelo Oswaldo promove este relevante e imprescindível instrumento democrático”, diz o secretário-adjunto de Estado de Cultura, João Miguel.

Para a superintendente de Interiorização e Ação Cultural, Manuella Machado, o edital fomenta não só a produção contemporânea da cultura hip hop, mas também contribui para o fortalecimento da cena e do engajamento das próximas gerações de artistas.

“Reconhecer a potência de uma cultura que nasceu nas periferias e que possui uma ampla capacidade de articulação e de discurso fortalece a produção e incentiva o surgimento de novos artistas”, ressalta Manuella.

As categorias a serem contempladas são:

MC: músico que compõe e canta o rap ou que faz o freestyle.

DJ: operador de discos que faz bases e colagens rítmicas sobre as quais se articulam os outros elementos do hip hop.

Dança: estilos que contam com improvisação (freestyle) e eventualmente com batalhas (competições formais ou informais de dança). Os estilossão locking, breaking, popping, hip hop dance e krump.

Graffiti: inscrições caligrafadas ou desenhos pintados ou gravados sobre suportes que possibilitem a intervenção artística em espaços urbanos.

Canela Fina

O nome do prêmio é uma homenagem a Anderson Luiz de Paula, mais conhecido como MC Canela Fina, que foi integrante do Retrato Radical, grupo referência do rap mineiro, com o qual gravou três discos: "Seja Mais Um" (1995), "O Barril Explodiu" (2000) e "Homem Bomba" (2010).

Além disso, integrou em 1997 o grupo Black Soul, com o qual gravou o álbum "Patriamada", o primeiro CD de rap mineiro lançado por gravadora e com distribuição nacional. O disco saiu pelo selo Atração Fonográfica, que na época tinha artistas como Bezerra da Silva, Beto Barbosa e 509-E.

Até hoje seu nome consta como um dos rappers com o maior número de registros fonográficos da capital, sendo que o primeiro álbum do rapper foi produzido em vinil pelo DJ A Coisa e lançado pelo selo local "Black White Discos".

Canela Fina, ou Black, como muitos o chamavam, foi um MC habilidoso e um letrista versátil, considerado um dos melhores letristas do rap nacional. Sua morte, ocorrida em 2015 após um infarto, deixou um espaço vago na cena do hip hop mineiro.

Página 1 de 3