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Suzana Faini apresenta o espetáculo “Silêncio!” em Ipatinga

- O último espetáculo do projeto Mostra de Teatro conta história de uma família judaica, neste sábado, no Centro Cultural Usiminas -

Humor, drama, histeria, compaixão, crueldade e saudosismo. Assim é o clima de “Silêncio!”, a última peça do projeto Mostra de Teatro de 2017. O espetáculo que rendeu dois prêmios de melhor atriz para Suzana Faini, está em cartaz no Teatro do Centro Cultural Usiminas, no sábado,11, às 20h. Os ingressos podem ser adquiridos na bilheteria do teatro e pelo site eventim.com.br

Um jantar judaico é o pano de fundo para a discussão de um tema tabu: as jovens judias que vieram do Leste europeu no final do século XIX e início do século XX, e que se tornaram prostitutas na América, as famosas “polacas”. Os conflitos de gerações regem a peça que apresenta uma grande virada no final. O espetáculo tem diálogos dinâmicos, com boa dose de humor ácido e perturbador. Suzana Faini representa a personagem Esther, a vaidosa e controladora matriarca da família.

“O  projeto Mostra de Teatro, que conta com o Incentivo da Lei Estadual de Incentivo à Cultura de Minas Gerais e o patrocínio da NET e da Claro, chega a sua nona atração  trazendo uma grande nome do cenário brasileiro Suzana Faini, que aos seus 82 anos, conduz com maestria a sua personagem”, conta Fabrizio Teixeira, idealizador do projeto.

O texto é da dramaturga Renata Mizrahi, que venceu o último Prêmio Shell pelo espetáculo “Galápagos”. Completam o elenco Léo Wainer, Paula Sandroni, Alexandre Mofati, Pedro Monteiro e Gabriela Estevão. A produtora do Mostra de Teatro, Tina Vasconcelos, destaca que essa última atração reforça o “compromisso do projeto com o intercâmbio de conhecimentos e divulgação de grandes montagens para o público de Ipatinga”.

 

A ilusão da arma

Mario Eugenio Saturno

Ao longo dos meus 50 anos de consciência, tenho visto todo tipo de argumento a favor e contra a posse de armas. E essa discussão, curiosamente, é despertada mais quando ocorrem massacres nos Estados Unidos da América do que assassinatos no Brasil. É claro que os massacres com armas de guerra impressionam mais.

Alguns argumentos são honestos, outros completamente simplórios. A primeira a ser notada é que o porte de arma não aumenta a segurança de ninguém. Os casos em que o cidadão tem oportunidade de revidar são raros, pois, em geral, os bandidos atacam em grupo. E nessa situação desvantajosa, reagir é de extrema burrice. Basta observar os policiais assassinados, a maioria estava armada e não conseguiu reagir.

Algumas entidades estadunidenses aproveitaram o debate para destacar uma realidade que passa despercebida: o número anual de pessoas que cometem suicídio usando armas de fogo é muito maior do que o número de vítimas de homicídios cometidos com essas armas.

É o que revelam os dados do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos e é estarrecedor, pois cerca de 19 mil das 31 mil mortes por armas de fogo que acontecem anualmente nos Estados Unidos são suicídios. Isso representa 61,3% das mortes por arma de fogo.

Apesar desse número chocante, muitos simpatizantes das armas não enxergam a gravidade. O problema principal é a eficácia das pistolas e fuzis quando comparados com outros métodos. Dos que tentam se matar usando armas de fogo, 85% resultam em morte. Quando alguém tenta matar-se com outras maneiras, como o uso de medicamentos, apenas 2% do total morre. É o que preocupa as autoridades e os profissionais de saúde dos EUA.

Diversos psiquiatras e psicólogos destacam que não só se deve examinar os motivos que levaram alguém a querer tirar a própria vida, mas também é importante analisar como a pessoa tentou se suicidar. É o que pensam os cientistas da Escola de Saúde Pública da Universidade de Harvard que criou o projeto “Means Matter” (Os Meios Importam) procurando destacar o papel de armas de fogo em suicídios.

A diretora do Means Matter, Dra. Catherine Barber, já analisou centenas de suicídios e o que mais chama a atenção é que em muitos casos de suicídio ocorreu algum evento que atuou como gatilho, como uma separação, uma discussão doméstica, ou problemas na escola.

A maioria dos que querem tirar a própria vida dedica pouco tempo ao planejamento do suicídio. Tudo é feito de impulso e se o método eleito é uma arma, há poucas chances que o suicida se arrependa de sua decisão. Os pensamentos suicidas não costumam durar muito tempo. Aparecem e logo se vão. Só uma minoria de pessoas permanece em estado suicida durante um longo período de tempo.

Já o Dr. Kenneth Duckworth, psiquiatra e diretor médico da Aliança Nacional para Doenças Mentais, afirma que nos estados com mais armas são os que têm níveis mais altos de suicídios, como Wyoming, Montana, Alasca e Nevada. Por outro lado, os nove Estados com menor número de proprietários de armas são aqueles que apresentam os menores índices de suicídio. Bons motivos para se pensar sobre essa ilusão.

Mario Eugenio Saturno (cientecfan.blogspot.com) é Tecnologista Sênior do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e congregado mariano.

Inscrições para o Prêmio de Cultura Urbana de Periferia podem ser feitas até 14/11

- Dividido nas categorias MC, DJ, dança e graffiti, edital inédito da Secretaria de Estado de Cultura contempla os segmentos da cultura hip hop com R$ 280 mil divididos em 28 prêmios -

No caldeirão das periferias das cidades fervilham importantes manifestações culturais. São locais que se configuram não somente como ponto de resistência, mas também como espaço de convergência. A cultura hip hop é um relevante mecanismo de fortalecimento das comunidades e de suas identidades. Para estimulá-la,, o Governo do Estado lançou e mantém abertas as inscrições para o Prêmio de Cultura de Periferia- Canela Fina.

O edital inédito da Secretaria de Estado de Cultura visa a valorização, divulgação e estímulo à produção dos segmentos da cultura hip hop nas periferias, contemplando projetos ou ações já executadas ou em execução.

O prêmio é direcionado a artistas, produtores, coletivos e grupos ligados à cultura do hip hop. Podem se inscrever na premiação pessoas físicas, coletivos artísticos ou pessoas jurídicas sem fins lucrativos e que residam há, no mínimo, um ano em áreas de vulnerabilidade social de aglomerados, favelas e vilas dos municípios de Minas Gerais com população igual ou superior a 100 mil habitantes.

O valor total da premiação é de R$ 280 mil divididos em 28 prêmios no valor de R$ 10 mil cada. As inscrições podem ser realizadas até o dia 14 de novembro.  O edital e os formulários para participar do processo seletivo estão disponíveis no endereço goo.gl/q7oCpT.  O edital distribui sete prêmios para cada um dos grupos.

“Valorizar as linguagens urbanas é essencial para a cultura mineira. É nesse sentido que o secretário Angelo Oswaldo promove este relevante e imprescindível instrumento democrático”, diz o secretário-adjunto de Estado de Cultura, João Miguel.

Para a superintendente de Interiorização e Ação Cultural, Manuella Machado, o edital fomenta não só a produção contemporânea da cultura hip hop, mas também contribui para o fortalecimento da cena e do engajamento das próximas gerações de artistas.

“Reconhecer a potência de uma cultura que nasceu nas periferias e que possui uma ampla capacidade de articulação e de discurso fortalece a produção e incentiva o surgimento de novos artistas”, ressalta Manuella.

As categorias a serem contempladas são:

MC: músico que compõe e canta o rap ou que faz o freestyle.

DJ: operador de discos que faz bases e colagens rítmicas sobre as quais se articulam os outros elementos do hip hop.

Dança: estilos que contam com improvisação (freestyle) e eventualmente com batalhas (competições formais ou informais de dança). Os estilossão locking, breaking, popping, hip hop dance e krump.

Graffiti: inscrições caligrafadas ou desenhos pintados ou gravados sobre suportes que possibilitem a intervenção artística em espaços urbanos.

Canela Fina

O nome do prêmio é uma homenagem a Anderson Luiz de Paula, mais conhecido como MC Canela Fina, que foi integrante do Retrato Radical, grupo referência do rap mineiro, com o qual gravou três discos: "Seja Mais Um" (1995), "O Barril Explodiu" (2000) e "Homem Bomba" (2010).

Além disso, integrou em 1997 o grupo Black Soul, com o qual gravou o álbum "Patriamada", o primeiro CD de rap mineiro lançado por gravadora e com distribuição nacional. O disco saiu pelo selo Atração Fonográfica, que na época tinha artistas como Bezerra da Silva, Beto Barbosa e 509-E.

Até hoje seu nome consta como um dos rappers com o maior número de registros fonográficos da capital, sendo que o primeiro álbum do rapper foi produzido em vinil pelo DJ A Coisa e lançado pelo selo local "Black White Discos".

Canela Fina, ou Black, como muitos o chamavam, foi um MC habilidoso e um letrista versátil, considerado um dos melhores letristas do rap nacional. Sua morte, ocorrida em 2015 após um infarto, deixou um espaço vago na cena do hip hop mineiro.

Fabiana Schimitz lança Perfis no Zélia Olguin

IPATINGA – Um vendedor de sorvetes que já leu mais de mil obras literárias e um congadeiro e sanfoneiro, que jamais teve uma sanfona, são personagens de Perfis, livro que a jornalista Fabiana Schimitz(FOT0)lança, às 19h30  na sexta-feira (20), no Teatro Zélia Olguin.

A obra é uma compilação de reportagens sobre moradores do Vale do Aço publicadas entre 2005 e 2007 na sessão Perfil, do Diário do Aço. “O livro é o retrato de pessoas comuns que revelaram suas lutas, anseios, angústias e conquistas, por meio de narrativas deliciosas, que nos levam a viajar pelo universo delas”, define a autora.

Fabiana destaca ainda que Perfis é uma forma justa de apresentar à região como cada um desses anônimos contribui para a construção da história do Vale do Aço. “Seja no aspecto econômico, cultural, artístico, todos os entrevistados que comparecem no livro têm a sua importância na formação da identidade local”.

Perfis é uma produção independente. Para viabilizar sua publicação, Fabiana promoveu campanhas nas redes sociais e em um site de financiamento coletivo. “Muitas pessoas, de boa vontade, se uniram em torno desse meu trabalho e contribuíram para a realização do meu sonho de deixar um legado para o Vale do Aço. São amigos que abraçaram a causa que hoje entra em cena como projeto realizado”.

Os interessados em participar do evento, que tem entrada franca, devem confirmar sua presença pelo telefone (31) 9.8829-9591 ou retirar seu ingresso na bilheteria do Teatro Zélia Olguin.



Instituto Cultural Usiminas lança programa Eu Dou Valor

Comunidade poderá doar até 6% do Imposto de Renda e contribuir para ampliar as ações do Instituto nas comunidades

Você sabia que parte do seu Imposto de Renda pode fazer a diferença na vida de milhares de pessoas? Pessoas físicas também podem ser patrocinadoras de projetos culturais aprovados pelo Ministério da Cultura e contribuir diretamente para a realização de ações transformadoras na comunidade. Para ampliar ainda mais o alcance de suas atividades, o Instituto Cultural Usiminas lança o programa “Eu Dou Valor”, que receberá incentivo de pessoas físicas via imposto de renda e contribuição direta.

Com 23 anos de atuação, o Instituto Cultural Usiminas leva desenvolvimento sociocultural para milhares de pessoas em várias cidades do país, por meio de projetos nas áreas da cultura, esporte e desenvolvimento social. O programa “Eu Dou Valor” contribui para a continuidade desses projetos que oferecem, de forma democrática, o acesso à arte, cultura e educação e movimenta uma grande cadeia da economia onde as ações são realizadas.

A doação se reverte em apresentações de espetáculos gratuitos para famílias e escolas; cursos e oficinas para capacitação de professores e arte-educadores; profissionalização de grupos artísticos; movimentação da economia e geração de emprego e renda para artistas, profissionais liberais, comércio e serviços em geral; estímulo ao turismo cultural e de eventos e uma programação permanente e de qualidade para o Centro Cultural Usiminas e Teatro Zélia Olguin, em Ipatinga (MG).

A diretora do Instituto Cultural Usiminas, Penélope Portugal, reforça a importância da participação da comunidade no programa “Eu Dou Valor” como forma de contribuir para o desenvolvimento social de milhares de pessoas. “As doações vão ampliar o trabalho sociocultural já realizado pelo Instituto em comunidades de várias partes do Brasil. O Programa dá às pessoas a liberdade de escolher para onde será encaminhado parte do seu imposto e a possibilidade de acompanhar a aplicação do recurso de maneira transparente”, frisa.

Para participar, os interessados devem acessar www.eudouvalor.com.br. No site é possível conhecer mais sobre o programa, tirar dúvidas, fazer uma simulação e realizar a doação.

 

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