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Redução do sal HMCC: mais qualidade na alimentação

O Hospital Municipal Carlos Chagas (HMCC) está realizando a diminuição da quantidade de sal nos alimentos preparados pelo serviço de Nutrição e Dietética (SND) do hospital. Esta ação está alinhada com a orientação da Organização Mundial de Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde, que recomendam que a quantidade diária de cloreto de sódio ingerida, não ultrapasse 2 gramas. Entretanto, os brasileiros consomem o dobro do recomendado e não apenas o sal de cozinha, mas também todo e qualquer alimento que contenha sódio, principalmente os industrializados.
A ação foi iniciada em Julho de 2016, com a Fundação São Francisco Xavier a frente da gestão do HMCC. Naquele ano, foram utilizados 40kg de sal para a produção de 5.862 refeições (6,82gramas por refeição). Já em Junho de 2017, foram 8 kg de sal para 8.802 refeições (0,91gramas por refeição). Agora objetivo é reduzir ainda mais.
Para se ter uma ideia da importância da redução do sal nos alimentos, a revista médica britânica “The British Medical Journal”, constatou que diminuir 10% do consumo de sal pode salvar milhões de vidas. Os cientistas estimaram ainda, baseados no índice de Esperança de Vida Corrigida pela Incapacidade (DALY em inglês), que uma alimentação menos salgada no período de 10 anos evitaria uma perda anual equivalente a 5,8 milhões de anos de boa saúde. Os custos dos anos ganhos seriam equivalentes ao que se gasta atualmente com remédios para doenças cardiovasculares.
O excesso do cloreto de sódio nos alimentos é responsável por causar, doenças cardiovasculares como infarto, AVC e hipertensão arterial, além de doenças renais - um dos principais problemas de saúde pública do Brasil. “Esta medida iniciada pela nutrição do HMCC, em reduzir o sal, deve ser levada para dentro de nossas casas. A restrição do sal é fundamental para o controle da hipertensão arterial, que é a responsável por 35% das causas de doença renal crônica terminal no Brasil", explica o representante da clínica de Nefrologia do HMC e Presidente da Sociedade Mineira de Nefrologia, Daniel Chalabi Calazans.
O SND do HMCC vem substituindo o sal por temperos e condimentos como: alho, alho-poró, manjericão, alecrim, salsinha, cebolinha, cebola, sal grosso, gergelim entre outros. Assim, a comida fica mais saborosa e fornece muito mais vitaminas e minerais no preparo dos alimentos.
Por dia é oferecido, aos pacientes do HMCC, cinco refeições: café da manhã, almoço, café da tarde, jantar e ceia. Demanda que tem crescido juntamente com a taxa de ocupação do hospital. O cardápio é elaborado pela nutricionista de Produção, Kaline Fernandes, e preparado por quatro cozinheiras (2 de dietas especiais e 2 de dieta livre e refeitório), contando com o suporte de 10 auxiliares de cozinha, e cinco copeiros. Tudo pensado na saúde e bem estar dos pacientes, acompanhantes e colaboradores da instituição.
“A redução no uso do sal de cozinha e adoção de temperos naturais tem sido muito bem aceitos por todos. Temos recebido elogios sobre o sabor e a leveza das refeições. Nosso objetivo é melhorar a qualidade de vida de todos, com uma alimentação saudável e saborosa, tanto nas dietas livres quanto nas dietas específicas”, afirma a nutricionista.
Faça como o HMCC e reduza o sal dos alimentos que você consome. Com esta atitude, terá uma alimentação mais saudável e saborosa. Confira a dica:
Tempero verde
500g de Alho descascado;
150g de Sal grosso;
1ud. Alho poro;
2 Cebolas brancas;
Salsinha a gosto;
Manjericão a gosto;
Modo de preparo
Bata no liquidificador primeiro a cebola, depois acrescente o alho poro (bulbo e folhas verdes), alho, salsinha, manjericão e por último o sal. Conserve em vasilhame tampado na geladeira. Não precisa colocar óleo. Pode ser utilizado em qualquer preparação.

BH tem o segundo maior circuito LGBT do Brasil

- Com mais de 60 points para o público LGBT, Belo Horizonte só fica atrás de São Paulo -

 

Belo Horizonte tem o segundo maior circuito LGBT do Brasil, à frente do Rio de Janeiro e atrás apenas de São Paulo, segundo dados da Editora Guiya, a primeira rede de comunicação LGBT do país, com abrangência em sete capitais. No ranking atual, a megalópole paulista aparece com 131 points LGBT, enquanto Belo Horizonte surge com mais de 60 e o Rio, 50.

A elaboração do ranking da Editora Guiya tem base em critérios muito rígidos. Profissionais da editora visitam as capitais, fazem entrevistas e, com isso, mapeiam os points LGBT ou gayfriendly (simpatizantes). “Para incluirmos um local em nossos roteiros, temos que ter a certeza de que o público gay é realmente frequentador. Belo Horizonte me surpreendeu quando eu fiz minha primeira visita técnica à cidade. Fiquei completamente encantado”, afirma Welton Trindade, jornalista e editor do Guia Gay BH, que faz parte da Editora Guiya.

Os dados e as informações da Editora Guiya são animadores para o turismo em Belo Horizonte. Afinal, de acordo com a Organização Mundial do Turismo, de cada dez turistas, um é LGBT. Ainda segundo a entidade, 15% de toda a movimentação financeira turística do mundo vêm deste mesmo público.

Não por acaso, a 20ª Parada do Orgulho LGBT de Belo Horizonte, realizada no domingo passado (16/7), foi um sucesso, reunindo um público estimado em cerca de 100 mil pessoas. Em 20 anos, foi a primeira vez que um prefeito compareceu. Alexandre Kalil deu apoio, agradeceu pelo convite aos organizadores e ao público presente – e ainda disse, do palco principal, que fará de tudo para que, nos próximos quatro anos, BH tenha a maior Parada Gay do Brasil.

“Belo Horizonte está com a faca e o queijo na mão. Se terá a maior Parada Gay do país, não sabemos, até porque a de São Paulo leva um milhão de pessoas para as ruas. Mas que já é um dos destinos gays mais surpreendentes do país, não tenho dúvidas”, observa Welton.

Porém, mais que dar atenção ao turismo LGBT enquanto um mercado a ser explorado economicamente, a Prefeitura de Belo Horizonte está empenhada na luta contra o preconceito sofrido pelo público em questão. “Por que até hoje ainda temos de vencer esse preconceito todo? Por que temos de ter manifestos para poder ter dignidade nessa vida? A participação da Prefeitura de Belo Horizonte, através da Belotur, das políticas sociais e de todos os nossos quadros, traz essa reflexão e a gente precisa apoiar. Espero que em um espaço curto de tempo, a gente possa avançar muito mais do ponto de vista do preconceito”, enfatiza Aluizer Malab, presidente da Empresa Municipal de Turismo de Belo Horizonte, a Belotur.

 

Cidadania

 

Sobre a segunda colocação de BH no ranking, superando o Rio de Janeiro, Welton comenta que “um fim de semana em Belo Horizonte é muito pouco para aproveitar tudo o que a capital oferece. É uma cidade muito evoluída, que deve ser frequentada e, cada vez mais, descoberta pelo público LGBT. O Rio de Janeiro tem muita fama, mas Belo Horizonte tem mais atrativos, por incrível que pareça.”

Um dos destaques levantados por Welton é que a capital mineira possui duas áreas gays já consolidadas, ou seja, regiões com vários estabelecimentos LGBTs: a Savassi e o Centro. “É muito bom ver casais gays andando de mãos dadas pela cidade. Isso demonstra que além de ter estrutura para o público, Belo Horizonte também merece destaque em cidadania.”

Para conferir o roteiro LGBT da Editora Guiya, basta acessar o site www.guiagaybh.com.br.