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Em rede social, Temer parabeniza profissionais pelo Dia do Advogado

Formado em Direito, o presidente Michel Temer usou o Twitter para parabenizar os profissionais pelo Dia do Advogado, celebrado nesta-sexta-feira,11. Na mensagem, o presidente registrou o compromisso que tem com a Justiça.

“Aos que escolheram o Direito como ofício e que como eu têm compromisso com a Justiça, presto minha homenagem. Parabéns”, escreveu o presidente na rede social. Temer iniciou o curso em 1959 na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, no Largo do São Francisco.

No dia de hoje, cortes brasileiras, entre elas o Supremo Tribunal Federal, o Superior Tribunal de Justiça e o Tribunal Superior do Trabalho, não tem expediente. No dia 10, o presidente assinou um decreto que torna o Dia do Advogado ponto facultativo na Advocacia-Geral da União, ao participar de evento na sede do órgão.

A data é celebrada em 11 de agosto em homenagem a criação das duas primeiras faculdades de Direito no Brasil por D. Pedro I, em 1827, que são a Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, em São Paulo e a Faculdade de Direito de Olinda, em Pernambuco.

Tornar as cidades acolhedoras ao pedestre é olhar para todo trânsito

- Velocidades reduzidas e infraestrutura eficaz são parte do processo -

 

Nem todo pedestre é motorista, mas todo motorista é pedestre. Na contramão dessa máxima, a maior parte das cidades brasileiras retrata um cenário de descaso e negligência aos que se deslocam a pé, que, quase sempre, se desafiam a competir por espaço em meio a um trânsito caótico. Considerado um dos grupos mais vulneráveis no tópico mobilidade urbana, eles protagonizam o dia 8 de agosto, quando é comemorado o Dia do Pedestre. A data, contudo, é apenas um convite para sensibilizar a sociedade para a segurança do pedestre e para a importância de traduzi-la em atitudes cotidianas. Com o intuito de estimular essa reflexão, a Perkons ouviu especialistas para entender o que ainda falta para as cidades se tornarem espaços seguros e agradáveis a quem caminha.

Por um lado, Brasília é considerada a capital planejada para carros. Por outro, referência nacional em educação no trânsito, tendo sido palco, há duas décadas, da iniciativa que prioriza a travessia do pedestre. “Hoje, estamos correndo o risco de perder um pouco desse valor pela ausência de campanhas educativas permanentes, que sensibilizem a população. Também são importantes os programas de moderação de tráfego que estimulem a redução da velocidade, pois há vias em que as pessoas praticam velocidades altas, por abuso ou porque é permitido”, contrapõe o professor de engenharia de tráfego da Universidade de Brasília (UnB), Paulo Cesar da Silva.

Em termos de estrutura viária e planejamento urbano, Silva é contundente: transformar uma cidade concebida para carros em um espaço convidativo ao pedestre é quebrar paradigmas e apostar na reforma do modelo viário. “Velocidade moderada não é perda de tempo. Além disso, é preciso distribuir os espaços de circulação de forma socialmente justa, para que não sejam compartilhados entre um automóvel com dois indivíduos e um ônibus com quarenta, conceito que ainda nos deixa reféns na busca por um meio de transporte individual”, aponta.

Entretanto, para o professor, velocidade moderada e reformulação do modelo viário não dispensam a necessidade de reeducar a população para o trânsito, ciclo que deve envolver do pedestre ao motorista. “As pessoas não são formadas para a condição de pedestre e muitas vezes não estão atentas à sinalização e à configuração física do espaço de circulação. Isso reforça ainda mais o cuidado que o condutor deve ter, como consta no Código de Trânsito Brasileiro”, pontua. Tomar para si a responsabilidade pela segurança da circulação do pedestre é um dever preconizado pelo artigo 29, § 2º do CTB. Também é imprescindível salientar que respeitar o Código de Trânsito Brasileiro é dever de todos, incluindo os pedestres.

 

A voz de quem anda

 

Tornar as cidades acolhedoras ao pedestre. Com essa bandeira nasceu há cerca de dois anos o Cidadeapé - Associação pela Mobilidade a Pé em São Paulo. Desde então, o grupo participou da elaboração do PAC Mobilidade Ativa – que prevê recursos para a infraestrutura da mobilidade a pé e por bicicleta -, e conquistou umacadeira no Conselho Municipal de Trânsito e Transporte (CMTT) de São Paulo, e o mais importante, abriu os olhos da sociedade para o tema.

“Sentíamos que as pessoas que se deslocam a pé nas cidades não tinham voz social nem política, e decidimos abrir essa porta”, sintetiza uma das cofundadoras da organização, Joana Canêdo, que relaciona o transporte a pé a ⅔ de todos os deslocamentos urbanos no país. Para ela, o que falta nas cidades é uma concepção que ecoe os reais anseios do pedestre. “Quem usa a própria energia para se deslocar escolhe caminhos mais eficientes e mais seguros”, descreve. Para Joana, é preciso pensar na mobilidade a pé como um sistema que necessita de infraestruturas básicas e que conectem toda rede de deslocamento de maneira linear, contínua e articulada a outros modais, com calçadas, travessias e passarelas, além de bancos, arborização e sinalização. “Também é essencial o respeito geral às pessoas que estão a pé, as deixando atravessar na faixa sem ter que implorar, por exemplo”.

No Brasil, 59,4 milhões de consumidores estão negativados

No Brasil, 59,4 milhões de pessoas físicas estavam com o nome negativado ao final de julho. O número representa 39,3% da população com idade entre 18 e 95 anos. Em junho, a estimativa apontava a marca de 59,8 milhões de inadimplentes.

Os dados são do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e foram divulgados hoje (9) em São Paulo. Para as entidades, os números refletem as dificuldades que o cenário de desemprego elevado impõe às famílias.

Na variação anual do número de dívidas atrasadas, o indicador mostrou uma queda de 5,53%. O dado mostra que o número de dívidas tem recuado de maneira mais rápida do que o número de inadimplentes.

A estimativa de devedores vem se mantendo próxima ao patamar dos 59 milhões desde o segundo trimestre de 2016. O presidente da CNDL, Honório Pinheiro disse que o fato ocorre porque as dificuldades do cenário recessivo fazem crescer o número de devedores, mas a maior restrição do crédito e queda do consumo por parte das famílias, provocada pela própria crise, age limitando o crescimento da inadimplência.

“Assumindo que a economia e o consumo irão se recuperar de forma lenta e gradual, a estimativa deve permanecer ainda oscilando em torno dos 59 milhões de negativados ao longo dos próximos meses, sem mostrar um avanço expressivo”, afirmou Pinheiro.

Segundo o levantamento, a maior frequência de negativados ocorre com pessoas entre 30 a 39 anos. Em junho, metade dessa população (50,11 %) estava com o nome incluído em listas de proteção ao crédito – um total de 17,1 milhões de pessoas. Os dados mostraram também que uma quantidade significativa das pessoas entre 40 e 49 anos está inadimplente (47,55 %) , assim como os consumidores de 25 a 29 anos (46,10 %) .

 

Regiões

 

De acordo com a estimativa, a região Sudeste é a região que concentra, em termos absolutos, o maior número de negativados, somando 25,6 milhões de consumidores, o que representa 39,06% da população adulta da região.

Em seguida, aparecem o Nordeste, com 15,7 milhões de negativados, ou 39,28% da população; o Sul, com 7,8 milhões de inadimplentes (35,01 %) ; o Norte, com 5,3 milhões de devedores (45,52% – o maior percentual entre as regiões); e o Centro-Oeste, com um total de 4,9 milhões de inadimplentes (43,03% da população).

 

Recuo no comércio

 

Os dados de dívidas abertos por setor credor revelam que todos os segmentos mostraram retração anual do número de pendências pelo segundo mês consecutivo. No setor de comércio ocorreu o recuo mais acentuado: o número de pendências com o segmento caiu 7,40%. Em seguida, estão comunicação (-6,53 %) , água e Luz (-4,20 %) e bancos (-3,15 %) .

Quando se fala em participação, os bancos seguem como credores de maior parte das dívidas em atraso no país, concentrando 48,87% do total. Em seguida, aparecem os setores de comércio (19,84 %), comunicação (14,08 %) e os segmentos de água e luz (7,89% das pendências).

 

O lucro do Banco do Brasil

O Banco do Brasil registrou lucro líquido ajustado de R$ 5,2 bilhões no primeiro semestre deste ano, segundo o balanço divulgado nesta quinta-feira,10, em São Paulo. Em comparação com o mesmo período de 2016, houve um crescimento de 67,3%. No segundo trimestre (abril, maio e junho) o lucro ficou em R$ 2,62 bilhões, um aumento de 7,2% em comparação com os primeiros três meses do ano.

O banco fechou junho com uma carteira de crédito de R$ 696,1 milhões, crescimento de 1,1% em relação ao primeiro trimestre. Porém, em relação os primeiros seis meses de 2016, a carteira é 8,5% menor que os R$ 753 milhões registrados à época. Apesar da retração, o ligeiro crescimento no segundo trimestre foi a primeira expansão da carteira desde dezembro de 2015.

A taxa de inadimplência aumentou dos 3,89% verificados no final de março para 4,11%, acima da média do sistema financeiro nacional, que caiu de 3,9% para 3,7% no período.O Banco do Brasil atribuiu parte desta situação ao pedido de recuperação judicial de um grande cliente feito no ano passado. Desconsiderando essa situação, o percentual de não pagamento estaria em 3,7%.

 

Carteira de crédito sobe 1,1%

 

A carteira de crédito para pessoas físicas teve um ligeiro aumento (1,1%) na comparação com junho do ano passado, chegando a R$ 174 bilhões no fim do primeiro semestre. Desse montante, 36,9% foram emprestados via crédito consignado e 24,7% por financiamento imobiliário. Com R$ 43 bilhões, os financiamentos para aquisição de imóveis tiveram crescimento de 8,4% em 12 meses.

Os empréstimos para pessoas jurídicas somam R$ 277,2 bilhões, uma retração de 15,4% em relação ao primeiro semestre de 2016. Nessa parte da carteira de crédito, 41,4% dos empréstimos são para capital de giro de empresas e 20,4% para investimentos.

A carteira de crédito para o agronegócio fechou junho em R$ 188,2 bilhões, uma expansão de 2% em relação ao mesmo período de 2016.

 

DIA DO PADRE , É AGOSTO - MÊS VOCACIONAL

Margarida Drumond de Assis

Estamos em 4 de agosto, quando a Igreja celebra o Dia do Padre, data em que se recorda o falecimento de São João Maria Batista Vianney, de Ars – França, o Santo Cura de Ars (1786 – 1859), modelo de simplicidade e fé. É ele o padroeiro desses queridos discípulos e missionários que, no atendimento ao Chamado, se deixaram seduzir pela Palavra e testemunho de vida de Jesus, sendo então ordenados presbíteros - “Não fostes vós que me escolhestes; fui eu que vos escolhi”, vemos em Jo 15, 16. Mas além dessa oportunidade de refletirmos sobre o sacerdócio, agosto é caracterizado como Mês Vocacional, a partir de sua instituição, em 1981, pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, quando da presidência de Dom Ivo Lorscheiter, estando Secretário Geral Dom Luciano Mendes de Almeida (1979 – 1987), de quem tive a alegria de lançar Dom Luciano, especial dom de Deus (2010).

Com o mês vocacional, pretendendo-se melhor oportunidade de reflexões e orações para pedir a Deus dedicados e santos sacerdotes para a Igreja e também o despertar de vocações diversas às quais somos convidados - cada um de nós em seu jeito de ser, 2017, por ser ano dedicado a Maria, e aqui no Brasil celebrando os 300 anos da aparição da imagem de Nossa Senhora Aparecida no Rio Paraíba do Sul, São Paulo, temos a CNBB em parceria com a Pastoral Vocacional nos oferecendo tema e lema bem propícios. Por tema, “A exemplo de Maria, discípulos missionários”; e lema, “Eis-me aqui, faça-se”. É, pois, momento de maior vivência cristã nas comunidades, paróquias, em todas as dioceses do Brasil, no seguimento dos exemplos de Maria, primeiro sacrário de Jesus, discípula e modelo de humildade e entrega a uma vida solidária.

Nesse contexto, estejamos atentos às datas específicas com as reflexões de cada semana deste mês: primeiro domingo, Vocação Sacerdotal - dia do padre; segundo domingo, Vocação Familiar - dia dos pais; terceiro domingo, Vocações Religiosas – dia da vida religiosa; e quarto domingo, Vocações Leigas – dia dos ministérios leigos. É mister ressaltar que, sempre que ocorre o quinto domingo, a Igreja celebra o Dia do catequista, essa pessoa dedicada a propagar e a testemunhar a Palavra de Deus, com humildade e espírito de serviço, como ensinou Maria.

 

4 agosto 2017

 

Margarida Drumond possui várias obras editadas, dentre elas Padre Antônio de Urucânia, a sua bênção, Dom Lara: vida de amor, testemunho de caridade e De novo o amor. No momento, prepara o livro sobre Padre Abdala Jorge, já disponibilizando-o em pré-edição, valor promocional. Contato: Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. ; www.margaridadrumond.vai.la Tel. (61) 98607-7680


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