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As dez faculdades de medicina mais caras do Brasil

Mensalidades podem chegar a mais de R$ 13 mil em instituições particulares

Medicina é para os fortes – e não é a lida cotidiana com ferimentos e sangue que leva a essa conclusão.

A concorrência com centenas de outros candidatos no Enem e nos demais vestibulares para conseguir uma vaga no curso é só o começo. Além de a graduação na área ser a mais disputada do país, tornar-se médico pode ser muito caro. O custo da formação em universidades particulares chega a mais de 13.000 reais por mês e as matrículas alcançam a casa dos 15.000 reais– na ocasião da formatura, a conta estará em mais de 1 milhão de reais.

Muitas famílias encaram as altas mensalidades pagas ao longo dos seis anos de faculdade – além de matrículas, livros e cursos extras – como um investimento, acreditando no bom retorno financeiro que a carreira costuma dar. Por outro lado, as instituições justificam seus preços com a necessidade de infraestrutura de ponta – laboratórios, consultórios, aparelhagem moderna e tecnológica – e corpo docente altamente capacitado.

Abaixo, listamos dez dos cursos de medicina mais caros do Brasil. Algumas dessas instituições aplicam descontos de até 30% para pontualidade ou antecipação de pagamento.

1.   Universidade para o Desenvolvimento do Estado e da Região do Pantanal (Uniderp Anhanguera) – Campo Grande – MS

Mensalidade: R$ 13.584,00

2.   São Leopoldo Mandic (Silmandic) –Campinas e Araras – SP

Mensalidade: R$ 12.191,86

3.   Universidade de Marília (Unimar) – Marília – SP

Mensalidade: R$ 9.564,00

4.   Universidade do Grande Rio (Unigranrio) – Rio de Janeiro e Duque de Caxias – RJ

Mensalidade: R$ 9.495,00/R$ 9.381,00

5.   Centro Universitário Presidente Tancredo de Almeida Neves (Uniptan) – São João Del Rei – MG Mensalidade: R$ 9.350,00

6.   Universidade do Oeste Paulista (Unoeste) – Presidente Prudente – SP

Mensalidade: R$ 9.258,00*

7.   União Educacional do Norte – Faculdade Barão do Rio Branco (FAB Uninorte) – Rio Branco – AC

Mensalidade: R$ 9.213,66*

8.   Centro Universitário Redentor (Uniredentor) – Itaperuna – RJ

Mensalidade: R$ 9.023,07

9.   Faculdade de Minas (Faminas) – Muriaé – MG

Mensalidade: R$ 8.881,85

10.         Centro Universitário Claretiano (Claretianorc) – Rio Claro – SP

Mensalidade: R$ 8.600,00

* valores de 2017. Os demais já estão ajustados para 2018.

Pesquisa da ONU alerta para alto número de gestantes adolescentes no Brasil

O Ministério da Saúde afirma que investe em políticas de educação em saúde e em ações para o planejamento reprodutivo

No Brasil, um em cada cinco bebês nasce de mães adolescentes.

Monique Andressa Ferreira, 32 anos, teve a primeira filha na adolescência, quando cursava o segundo ano do ensino médio. Moradora de Presidente Prudente (SP), pouco depois de ter Isabela foi aprovada para o curso de fisioterapia em Cascavel (PR), em tempo integral. Para não interromper os estudos, contou com o apoio dos pais, que assumiram a maior parte dos cuidados com a filha enquanto ela se graduava.

“Na época, não tinha noção de nada. A sorte é que tive apoio dos meus pais, que não permitiram que me casasse e me estimularam a continuar os estudos”, afirmou Monique. A ajuda também veio do então namorado e de sua família. “Foram dua famílias que se uniram para poder ajudar nessa situação. Éramos muito novos, eu com 16 e ele com 17”, lembra sorrindo. Formada, Monique voltou para a cidade natal e, pouco tempo depois, foi aprovada em um concurso público. Hoje, ela mora com a família em Primavera do Leste (MT).

O casamento com o pai de Isabela ocorreu há oito anos. Apenas há dois eles decidiram ter o segundo filho, Natan Henrique. "Na primeira gravidez não tinha o amadurecimento, a maturidade que tenho hoje. Por isso, esperei tanto tempo para ter outro filho. Precisei estar preparada”, disse.

Relatório

A história de Monique e Isabela não é incomum. No Brasil, um em cada cinco bebês nasce de mães adolescentes, segundo relatório das Nações Unidas Mundos Distantes: Saúde e direitos reprodutivos em uma era de desigualdade, lançado esta semana. Isso significa que ocorrem 65 gestações para cada mil meninas de 15 a 19 anos. Referentes ao período de 2006 a 2015, os dados tornam o Brasil o sétimo da América do Sul no quesito taxa de gravidez adolescente. Países desenvolvidos como França e Alemanha registram entre seis e oito casos do tipo, a cada grupo de mil meninas.

Apesar do percentual ainda ser alto, o Ministério da Saúde informa que a gravidez na adolescência teve uma queda de 35% no Brasil. A redução foi de 750.537 nascidos vivos de mães entre 10 e 19 anos, em 2004, para 489.975, em 2015. Segundo o ministério, a diminuição está relacionada a vários fatores, entre os quais a expansão do programa Saúde da Família e o programa Saúde na Escola, que oferece informação de educação em saúde. Apesar dos esforços, 66% das gravidezes em adolescentes são indesejadas.

Creches

O estudo elaborado pelo Fundo de Populações das Nações Unidas (Unfpa) indica que de cada cinco adolescentes brasileiras que engravidaram três não trabalham nem estudam, sete em cada dez são afrodescendentes e aproximadamente a metade mora na região Nordeste. Diante desse quadro, a ONU relaciona a ocorrência às desigualdades, que geram dificuldades no acesso à saúde, o que envolve a garantia dos direitos sexuais e reprodutivos e a capacidade de planejamento familiar, algo que, conforme o relatório, acaba sendo viável apenas para as camadas mais privilegiadas.

A falta de políticas que garantam creches limita as mulheres na busca por empregos. Problemas também atingem aquelas que estão no mercado de trabalho, pois muitas vezes são levadas a escolher entre avançar na carreira e se tornar mães. Isso ocorre já após a gravidez, dados os limites das licenças-maternidade e paternidade. Além dos desafios enfrentados por cada família, os impactos estendem-se à sociedade em geral.

As Nações Unidas destacam que a demanda não atendida por serviços de saúde pode enfraquecer as economias, já que as mulheres, sobretudo as mais pobres, perdem possibilidades de desenvolver habilidades, alcançar poder econômico e comprometer a meta de eliminar a pobreza no mundo.

Por isso, o estudo recomenda que os governos priorizem pessoas em situação de maior vulnerabilidade, especialmente as jovens mulheres pobres, desenvolvendo políticas de combate à desigualdade de gênero e à garantia de direitos, como o direito à saúde.

Planejamento

“A desigualdade de gênero e a disparidade no gozo da saúde e dos direitos sexuais e reprodutivos são dois aspectos fundamentais que não recebem suficiente atenção, especialmente o último.” O relatório, que trata de outros aspectos relacionados à questão, como taxa de mortalidade, revela que é preciso ampliar a disponibilidade e a acessibilidade da informação e dos serviços para se obter melhores resultados no âmbito da saúde reprodutiva. “Mas isso é apenas parte da solução. A menos que comecemos a abordar desigualdades estruturais e multidimensionais dentro das sociedades, nunca alcançaremos o mais alto nível de saúde sexual e reprodutiva para todos”, alerta o ministério.

No caso do Brasil, o Ministério da Saúde afirma que investe em políticas de educação em saúde e em ações para o planejamento reprodutivo. A principal ação de prevenção da gravidezes não desejadas é a oferta de oito métodos contraceptivos em postos do Sistema Único de Saúde (SUS).

As modalidades são injetável mensal, injetável trimestral, minipílula, pílula combinada, diafragma, pílula anticoncepcional de emergência (ou pílula do dia seguinte), camisinha (feminina e masculina) e Dispositivo Intrauterino (DIU). Este ano, o órgão ampliou o acesso ao DIU, método que, por durar 10 anos de forma contínua, não precisa ser acionado antes do ato sexual. Ele não previne, contudo, as doenças sexualmente transmissíveis. Nas unidades de saúde, também é possível obter orientações sobre planejamento familiar. (Agência Brasil).

 

Acionistas minoritários processam Petrobras

À exemplo da ação dos investidores estrangeiros que adquiriram ações na Bolsa de Nova York, os acionistas brasileiros, através da Associação dos Investidores Minoritários (AIDMIN), entraram com Ação Civil Pública pedindo indenização à Petrobras.

O advogado André de Almeida, que elaborou a ação, explica que todos os investidores que adquiriram as ações na B3/BM&F Bovespa serão beneficiados.

A Ação Civil Pública foi ajuizada na 6a Vara do Foro Central de São Paulo – Capital - (Processo no 1106499-89.2017.8.26.0100).

 

Transportadores elegem a Scania como a Marca do Ano

Fabricante foi a preferida no prêmio Top of Mind, com votação realizada na Fenatran; empresa também ganhou na categoria de Pesados, com o R 440

São Paulo, 8 de novembro de 2017 – No ano em que completa 60 anos de Brasil, a Scania venceu as duas principais categorias do prêmio Top of Mind do Transporte: Marca do Ano e Modelo Pesado, com o R 440. A cerimônia de entrega foi realizada nesta quarta (8), em São Paulo.

Os prêmios confirmam a posição de destaque da marca Scania em 2017. Ao contrário dos principais concorrentes, a fabricante cresceu em vendas de caminhões em todos os meses. “Estamos seguindo para um patamar à frente do mercado com soluções inteligentes, conectadas e sustentáveis. Ou seja, nosso foco é o uso do caminhão e dos serviços juntos, por meio da conectividade, para que os dados operacionais obtidos na viagem aumentem a rentabilidade dos clientes”, afirma Roberto Barral, diretor-geral da Scania no Brasil. “Além disso, o R 440 é o atual caminhão mais emplacado do ano e da categoria dos pesados. Seu custo por quilômetro rodado é o mais eficiente do mercado. Estamos muito satisfeitos, e dividimos este reconhecimento com toda a nossa rede de concessionárias.”

Segundo Barral, o segredo da marca está na busca incansável em ser parceira dos seus clientes na transição para um transporte sustentável, e oferecer produtos com o menor custo por quilômetro rodado e de maior economia de combustível. “Desde que o cenário econômico piorou, a Scania se manteve ao lado dos clientes de todas as regiões para entender a sua necessidade por segmento”.

No acumulado do ano, de janeiro a outubro, a empresa vendeu 4.322 caminhões. Em todas as categorias em que atua – semipesados e pesados – houve alta de vendas e de participação.

Em comparação ao mesmo período de 2016, o crescimento foi de 20,3%, em um mercado que cresceu 1,2%. A participação subiu de 14,5% para 17,2%. No segmento dos pesados, a marca vendeu 3.655 unidades. Alta de 21,4% em relação ao ano passado, enquanto o mercado cresceu 14,3%. A participação passou de 23,7% para 25,2%. Nos semipesados, as 667 unidades propiciaram um acréscimo de 14,6%, no comparativo com 2016, e foram na contramão da queda de 12,6% da categoria. A participação foi ampliada de 4,8% para 6,3%.

Atualmente, o Scania R 440 é o caminhão mais emplacado da indústria no acumulado do ano com 2.196 unidades, segundo o ranking da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). Mas, as conquistas não param. De acordo com a Fenabrave, também é o modelo mais emplacado da categoria dos pesados em 2017.

Prêmio Top of Mind

O prêmio Top Of Mind do Transporte é uma realização da Revista TranspoData, uma das mais importantes e respeitadas publicações especializadas em transporte. O objetivo principal é reconhecer publicamente quais são as marcas preferidas pelos empresários de transporte do Brasil. A pesquisa que revelou os vencedores foi realizada entre os dias 16 e 20 de outubro de 2017, na 21ª edição da Fenatran, e coletou mais de 2.000 respostas.

CASAMENTOS POLIAFETIVOS OU TRISAIS

A estrutura familiar deve sofrer mais um baque importante. Estão ocorrendo mais e mais casamentos poliafetivos, com evidencia da bissexualidade gradativamente sendo mais aceita socialmente.

O funcionário público, Leandro Joannattan da Silva Sampaio, de 33 anos, e também da dona de casa, Thais Souza de Oliveira, de 21, e a estudante de técnica em enfermagem, Yasmin Nepomuceno da Cruz, também de 21 anos se casaram.

O caso ocorreu no Rio de Janeiro e marcou como o primeiro casamento poliafetivo permitido judicialmente no Estado carioca.

O caso, no entanto, não é inédito no Brasil: em São Paulo, na cidade de Tupão, a Justiça reconheceu outro casamento entre um homem e duas mulheres em 2012.

A Corregedoria Nacional de Justiça, órgão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), recomendou a proibição de novas escrituras públicas de reconhecimento de uniões civis entre mais de duas pessoas, referindo-se às chamadas uniões poliafetivas ou trisais (quando incluem apenas três indivíduos).

E até agora já se sabe de união de um homem com duas mulheres, uma mulher com dois homens e ainda a união de três mulheres, e isso tudo é aqui no Brasil.

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