Folha do Comércio

Destaques:
Você está aqui: Economia

Estudo da Serasa Experian revela retrato inédito das empresas brasileiras

- Mosaic Business divide as companhias do país em sete grupos dominantes, encabeçados pelo segmento denominado “Na Luta”, o mais representativo (33,61% do total), no qual predominam os negócios com alto risco de crédito que lutam para se recuperar -

São Paulo, 19 de outubro de 2017 – A Serasa Experian anuncia hoje o Mosaic Business, mais completa solução de segmentação de empresas já desenvolvida no Brasil. O levantamento é um inovador e acurado retrato dos perfis das empresas do país e tem como objetivo prover dados para que elas possam traçar estratégias B2B e desenvolver serviços e produtos para os diversos grupos. O estudo divide as cerca de 17 milhões de empresas ativas do país em 7 grupos dominantes, subdivididos em 54 segmentos, e leva em consideração mais de 150 variáveis, como a natureza jurídica, o desempenho, o setor, a quantidade de empregados, entre outras informações, além de métodos estatísticos avançados.

O Mosaic Business revela que o grupo predominante no atual universo de empresas brasileiras é denominado “Na Luta”, que representa 33,61% do total de empresas e é composto por negócios cujos indicadores financeiros podem mostrar um estado de instabilidade, levando-as a buscarem recuperação financeira. Essas empresas têm, predominantemente, acima de 5 anos e um risco de crédito médio ou alto. Em termos de porte, a maioria é Microempreendedor Individual (MEI) e Microempresa (ME). Os demais grupos apontados pelo estudo são, nessa ordem: “No Começo”, “Bom Caminho”, “Pequenas Especializadas”, “Maduras”, “Administração Pública e Terceiro Setor” e “Poder de Fogo”. Veja mais detalhes sobre cada grupo no site www.serasaexperian.com.br/mosaicbusiness.

Segundo Fernando Rosolem, gerente de Marketing Services da Serasa Experian, a retração nas vendas e no ritmo de produção pela qual tem passado a economia brasileira tem debilitado o fluxo de caixa das empresas, resultando na alta representatividade do grupo “Na Luta”. “As dificuldades de acesso ao crédito, que se mantém caro e escasso, prejudica a gestão financeira das empresas brasileiras. Fatores como esses levam o grupo “Na Luta” a ser o mais significativo do estudo. Isso não significa que essas empresas não irão se recuperar, e sim que passam por algum momento de instabilidade, que pode ser passageiro”, completa Rosolem.

O subgrupo mais representativo dentro do grupo “Na Luta” é chamado de “Fôlego do Dono” (6,21% do total de empresas do país) e é composto por microempresas que faturam menos de R$ 360.000,00 ao ano, com alto ou médio risco de crédito, mas que os sócios possuem uma renda maior em relação aos outros segmentos dentro do mesmo grupo. Isso pode ser um diferencial positivo mesmo em momentos de dificuldades.

Confira tabela abaixo a tabela completa com todos os sete grupos 54 segmentos apontados pelo estudo Mosaic Business:

Rosolem explica que as aplicações para os dados como esses, apresentados pelo estudo Mosaic Business, são diversas: conhecimento do cliente, estratégias de vendas, prospecção inteligente, gerenciamento de carteira, expansão, entre outras. “É essencial que os empresários entendam qual é o perfil das empresas brasileiras antes de traçar suas estratégias de negócios. A segmentação baseado em faturamento ou porte é usual em nosso mercado, mas não reflete a riqueza de características e diferenças existente entre as empresas”, afirma.

“No Começo” e no “Bom Caminho”

O estudo aponta que o grupo denominado “No Começo” é o segundo com maior representatividade no volume total de empresas, com 29,43%. É composto por empresas com menos de cinco anos e predominância de dois anos de idade, ou seja, é o grupo das empresas mais novas do Brasil: entre Microempreendedores Individuais (MEIs), Microempresas, Pequenas e Médias Empresas. Os Jovens Empreendedores em Ascenção, subgrupo mais representativo dentro de “No Começo”, engloba os Microempreendedores Individuais que possuem boa situação de crédito e com indicadores financeiros que sugerem crescimento.

Em terceiro lugar entre os perfis predominantes entre as empresas brasileiras aparece o grupo “Bom Caminho”, composto por empresas sólidas em relação aos seus indicadores financeiros. Suas operações indicam bom funcionamento, principalmente em comparação com as outras empresas do mesmo porte. Este grupo representa 14,77% do total e é subdividido em nove diferentes segmentos, encabeçados por Comerciantes Experientes de Sucesso, com microempreendedores individuais com baixo risco de crédito, presente tanto nas empresas quanto nos sócios, indicando um ótimo caminho.

“Pequenas Especializadas” e “Maduras”

O quarto grupo predominante no universo de empresas brasileiras é denominado “Pequenas Especializadas”, que representa 8,43% do total e engloba pequenas empresas com indicadores financeiros estáveis e que possuem comportamento ou necessidade específicas. Natureza jurídica e/ou CNAE peculiar é determinante para este grupo, que inclui empresas como restaurantes, bares e cafés, companhias de alta especialização técnica e científica e produtores rurais, entre outros. O subgrupo “Produtores Rurais” é o mais representativo dentro das “Pequenas Especializadas”.

Em quinto lugar no ranking aparece o grupo “Maduras”, com as empresas sólidas e tradicionais, que possuem, no geral, acima de 20 anos. A experiência dessas empresas é um diferencial em relação as outras do mesmo porte e representam 6,43% do total. Microempresas Veteranas e Estáveis formam o subgrupo que se destaca dentro de “Maduras”.

“Administração Pública e Terceiro Setor” e “Poder de Fogo”

O sexto lugar fica por conta das empresas de “Administração Pública e Terceiro Setor”, que são 7,03% do total e, como o nome já diz, se caracterizam por empresas públicas ou sem fins lucrativos. São empresas de pequeno porte e com bons indicadores financeiros, com destaque para as ONGs.

Por último, em sétimo lugar, o grupo com o menor percentual de empresas, com apenas 0,35% do total, foi batizado de Poder de Fogo. A razão é que as empresas inseridas nesse segmento são as maiores do Brasil, com faturamento acima de R$ 16 milhões anuais. Possuem mais de dez importadoras e exportadoras. Entre os subgrupos, destaque para “Setor Financeiro”.

Sobre o Mosaic Business:

A Serasa Experian, por meio de métodos estatísticos avançados e utilizando seu portfólio de dados, desenvolveu uma solução única no mercado de segmentação de empresas, dividindo as empresas do Brasil em 7 grupos e 54 segmentos. Foram utilizadas diversas variáveis como: natureza jurídica, tipo de empresas, filiais, empregados, desempenho e indicadores financeiros, setor, porte, entre outros, além de uma rigorosa validação de profissionais experientes em inteligência de dados no mundo B2B. O estudo leva em conta as cerca de 17 milhões de empresas ativas do país, de acordo com os critérios da Receita Federal.

Você também lê esta notícia no site noticias.serasaexperian.com.br eTwitter @SerasaImprensa

Serasa Experian

A Serasa Experian é líder na América Latina em serviços de informações para apoio na tomada de decisões das empresas. No Brasil, é sinônimo de solução para todas as etapas do ciclo de negócios, desde a prospecção até a cobrança, oferecendo às organizações as melhores ferramentas. Com profundo conhecimento do mercado brasileiro, conjuga a força e a tradição do nome Serasa com a liderança mundial da Experian. Criada em 1968, uniu-se à Experian Company em 2007. Responde on-line/real-time a 6 milhões de consultas por dia, auxiliando 500 mil clientes diretos e indiretos a tomar a melhor decisão em qualquer etapa de negócio.

Constantemente orientada para soluções inovadoras, a Serasa Experian vem contribuindo para a transformação do mercado de soluções de informação, com a incorporação contínua dos mais avançados recursos de inteligência e tecnologia.

Para mais informações, visite www.serasaexperian.com.br

Experian

A Experian é líder mundial em serviços de informação. Nos grandes momentos da vida - desde comprar um carro, passando por mandar seu filho para a faculdade, até a crescer o negócio se conectando com novos clientes - nós empoderamos consumidores e empresas a gerenciarem seus dados com confiança. Nós ajudamos as pessoas a tomarem o controle de suas vidas e acessarem serviços financeiros, os negócios a tomarem decisões mais inteligentes e prosperarem, os credores a emprestarem de forma mais responsável e as organizações a prevenirem fraude de identidade e crime.

Empregamos cerca de 16.000 pessoas em 37 países e a cada dia estamos investindo em novas tecnologias, profissionais talentosos e inovação para ajudar todos os clientes a maximizarem cada oportunidade. A Experian plc está listada na Bolsa de Valores de Londres (EXPN) e compõe o índice FTSE 100.

Saiba mais em www.experianplc.com ou visite o nosso hub de conteúdo global para as últimas notícias sobre a empresa www.experian.com/blogs/news.

 

6 vantagens do microcrédito produtivo para as microempresas

- O capital beneficia pessoas de baixa renda e pequenos negócios, sendo utilizado também como capital de giro. As instituições financeiras autorizadas e supervisionadas pelo Banco Central garantem que o microempreendedor e o público em geral não sejam vítimas de fraude. Você sabe porquê? -

São Paulo, outubro de 2017 – Muito se fala em microcrédito produtivo, mas, nem todos conhecem efetivamente o que significa e para quem o recurso é destinado. No momento em que os postos de trabalho foram reduzidos no País, por conta da crise financeira, já são mais de 13 milhões de desempregados, segundo o IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. E é aí que muitas pessoas acabam abrindo o próprio negócio para ter uma fonte de renda.

Mas, onde e como levantar dinheiro para dar o primeiro passo? Quais são as linhas de financiamento disponíveis no mercado? Qual é a que atende mais o meu perfil? E as melhores taxas? Quais instituições financeiras poderão apoiar neste momento? Essas e outras perguntas passam pela cabeça de qualquer empreendedor. Para responder essas e outras questões, Ricardo Assaf, presidente da ABSCM – Associação Brasileira das Sociedades de Microcrédito, elenca as principais perguntas dúvidas sobre o assunto.

A atividade de microcrédito passou a ser difundida no Brasil na década dos anos 70. No final dos anos de 1990, surgem as primeiras iniciativas por meio de políticas públicas e, em 2005, foi criado o PNMPO – Programa Nacional de Microcrédito Produtivo e Orientado, com o propósito de facilitar e ampliar o acesso financeiro às pessoas físicas e pequenos empreendedores, visto a dificuldade que encontram para a comprovação de garantias.

Pela lei, o microcrédito produtivo precisa ser orientado para que o microempreendedor possa fazer o uso consciente do recurso e não de forma aleatória, sem critério. “Por intermédio de um agente de crédito é feito o levantamento de dados socioeconômicos do microempreendedor, com o objetivo de avaliar o potencial do negócio, a necessidade do financiamento, a gestão para o desenvolvimento do empreendimento, bem como a capacidade de pagamento do tomador”, explica Ricardo Assaf, presidente da ABSCM – Associação Brasileira das Sociedades de Microcrédito.

As SCMEEPPs - Sociedades de Crédito ao Microempreendedor e à Empresa de Pequeno Porte, regulamentadas desde 2001 pelo Banco Central do Brasil, é uma alternativa segura de financiamento, porque dependem da tutela e são supervisionadas pelo BACEN. E, além disso, são especializadas em conceder microcrédito de acordo com o tipo de negócio e perfil do cliente, a partir de uma análise minuciosa do microempresário, da família e seu negócio (atividade produtiva).

Quem pode contratar o microcrédito produtivo?

Empreendedores formais e informais, MEIs, PF ou PJ, de micro à pequena empresa, com faturamento bruto anual de até R$ 200 mil. O microcrédito tem a finalidade de financiar as atividades produtivas, conforme metodologia específica estabelecida em lei regulamento, sobretudo beneficiando pessoas de baixa renda.

Em quais situações o recurso pode ser utilizado?

Quando o microempreendedor precisa de capital de giro, ou seja, comprar insumos, matéria-prima, pagar aluguel ou investir no negócio, assim como a compra de máquinas para trabalhar, geladeira para fazer sorvetes, carrinho de pipoca, utensílios para o salão de beleza, e assim por diante.

Quais são as principais vantagens do microcrédito?

1. Capital de giro momentâneo;

2. Recurso financeiro para investimento na melhoria do negócio;

3. Taxa de juros mais baixa que a aplicada pelos bancos;

4. Assessoramento do negócio pelo agente especializado de crédito;

5. Aval Solidário (neste tipo de negociação, se uma pessoa do grupo não cumpre o pagamento do crédito, todas as outras são solidariamente responsáveis pela dívida;

6. Metodologia simplificada para a concessão do crédito.

Levantamento feito pela Techfoliance, comunidade internacional de especialistas que estudam a performance da tecnologia em vários lugares do mundo, revelou que mais de 55 milhões de pessoas ainda não possuem uma conta bancária no Brasil e cerca de 40% da população permanecem excluídas do sistema bancário tradicional.

Estudo da AMM revela que 263 municípios mineiros poderão ter redução de R$ 332 milhões no orçamento de 2018

Um estudo do departamento de Economia da AMM aponta que, em 2018, pelo menos 263 municípios, 33,18% dos 853, poderão ter queda na receita do ICMS, no valor total de R$ 332 milhões. A análise foi feita com base na divulgação da Resolução da Secretaria de Estado da Fazenda, do índice do Valor Adicional Fiscal (VAF) previsto para 2018. “A desaceleração da economia, queda na arrecadação estadual, além de incorreções no preenchimento das declarações do VAF pelos contribuintes do ICMS, acompanhamento dos municípios e, a falta de fiscalização por parte do Estado levarão muitos municípios a receberem, em 2018, repasses com valores inferiores do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS)”, explica o presidente da AMM e prefeito de Moema, Julvan Lacerda.

Já os demais 570 municípios poderão, juntos, contar com orçamento melhor, na mesma proporção, de R$ 332 milhões. “O estudo analisa a situação de cada município no comportamento da receita ainda em estágio provisório e serve como alerta, tendo em vista o prazo para recurso, mesmo para aqueles que sinalizaram valores positivos”, afirma a assessora do departamento de Economia da AMM, Angélica Ferreti.

VAF

Conforme publicado pela Secretaria da Fazenda do Estado de Minas Gerais, no Diário Oficial, a Resolução nº 5.046, de 6 de outubro de 2017, divulga os índices do Valor Adicionado Fiscal (VAF) para 2018, que têm caráter provisório e podem ser impugnados até 6 de novembro de 2017.

De acordo com o artigo 3º I, da Lei Complementar Federal nº 63/90, 75% são distribuídos na proporção do índice do VAF dos 25% do ICMS arrecadado do Estado.

O VAF de um município corresponde ao valor que se acrescenta (adiciona) nas operações de entradas e saídas de mercadorias e/ou prestações de serviços de transporte e de comunicação em seu território, em determinado ano civil. O VAF dos municípios mineiros é apurado pela Secretaria de Estado da Fazenda (SEF), com base em declarações transmitidas pelas empresas e em documentos emitidos por produtores rurais, cujas operações/prestações aconteceram em seus respectivos territórios.

Os índices de irregularidades do VAF têm mostrado ausência de informações e a omissão de dados dos contribuintes. A transferência de produtos e mercadorias de uma mesma titularidade é o caso mais comum no preenchimento incorreto dos formulários. Ao preencher os dados no campo indevido, os contribuintes acabam contabilizando o preço de custo e esquecem o preço de venda. Mesmo que os dados estejam incompletos, as empresas devem entregar os formulários para evitar multa.

Quando há incorreções, os municípios podem fazer uma impugnação, por divergências no processo de apuração dos dados e dos índices do VAF. A impugnação deve ser clara e fundamentada, com as hipóteses acompanhadas das razões e documentos que a justifiquem, identificando o declarante e a operação ou situação sobre a qual haja divergência.

Prefeitos devem ficar atentos

O prazo para protocolar é até 06/11/2017: 30 dias a contar da data de publicação dos índices provisórios, feita por meio de Resolução do Secretário da SEF/MG, em 07/10/2017.

Destinatário/Protocolar: A impugnação será protocolada na Administração Fazendária da circunscrição do impugnante, acompanhada de arquivo eletrônico contendo a petição e os documentos que a instruem.

Localidades do protocolo: Secretaria Estadual de Fazenda mais próxima do município. Mais informações no site: www.fazenda.mg.gov.br.

Atenção: A intempestividade na entrega de declaração não constituirá motivo de impugnação. Considera-se intempestivo o documento transmitido, pela primeira vez, via internet, ou entregue na Administração Fazendária, após trinta dias contados da data de publicação desta resolução.

Acolhidas as razões, a SEF/MG providencia as correções. Caso a impugnação seja indeferida, comunica-se o interessado das razões da não admissão.

Confira no nosso portal as tabelas que apresentam os valores da variação da receita do VAF (75% do ICMS) comparando o índice provisório 2018 em relação ao atual, de 2017. Observa-se quanto os municípios poderão perder ou ganhar, em 2018, no repasse do ICMS.

Confira a resolução: RESOLUÇÃO Nº 5.046, DE 6 DE OUTUBRO DE 2017 (MG de 07/10/2017)

Divulga os Valores Adicionados Fiscais (VAF) e fixa os índices do VAF dos municípios, em caráter provisório, na parcela do ICMS que lhes pertence, para o exercício de 2018.

RESOLVE:

Art. 1º – Os Valores Adicionados Fiscais (VAF) e os respectivos índices dos municípios na parcela do ICMS que lhes é destinada, para o exercício de 2018, são, em caráter provisório, os constantes do Anexo Único desta resolução.

Art. 2º – No prazo de até trinta dias, contado da data da publicação desta resolução, o município ou a Associação de Municípios, por meio de representantes legais, poderá impugnar na Secretaria de Estado de Fazenda os dados e os índices apurados.

1º – Na impugnação será alegada, de uma só vez, a matéria relacionada com a divergência, contendo a descrição dos fatos e instruída com os documentos comprobatórios.

2º – A impugnação será protocolizada na Administração Fazendária da circunscrição do impugnante acompanhada de arquivo eletrônico contendo a petição e os documentos que a instruem.

3º – A intempestividade na entrega de declaração não constituirá motivo de impugnação.

4º – Para os efeitos do disposto no § 3º, considera-se intempestivo o documento pela primeira vez transmitido via internet ou entregue na Administração Fazendária após trinta dias contados da data de publicação desta resolução.

Art. 3º – Na hipótese de impugnação, no prazo de até cinco dias, contado da protocolização, a Administração Fazendária emitirá parecer fundamentado e conclusivo sobre o pedido e o encaminhará à Divisão de Assuntos Municipais, da Diretoria de Cadastros, Arrecadação e Cobrança da Superintendência de Arrecadação e Informações Fiscais (DAM/DICAC/SAIF), juntamente com o arquivo eletrônico, para decisão.

Art. 4º – A declaração do VAF que apresentar indício de irregularidade constatado pela DICAC/SAIF será substituída ou terá os valores justificados pelo contribuinte, via internet.

Parágrafo único – A declaração de que trata o caput, que não retornar à DICAC/SAIF com a devida correção ou justificativa no prazo de dez dias, contado da emissão do Indício de Irregularidade, terá os valores, em desacordo com a legislação, excluídos da apuração do movimento econômico dos municípios.

Art. 5º – As declarações substituídas após o dia 30 de novembro de 2017, exceto as oriundas de indícios de irregularidade, não serão incluídas na apuração do VAF.

Art. 6º – Os valores adicionados e os índices de participação dos municípios serão publicados em caráterdefinitivo, no prazo de até sessenta dias, contado da data de publicação desta resolução, e após o julgamento das impugnações.

Art. 7º – Esta resolução entra em vigor na data de sua publicação.

Belo Horizonte, 6 de outubro de 2017, 229º da Inconfidência Mineira e 197º da Independência do Brasil.

JOSÉ AFONSO BICALHO BELTRÃO DA SILVA

Secretário de Estado de Fazenda

Fundação João Pinheiro apresenta resultados preliminares da economia mineira em 2017

- Seminário de Conjuntura apresentou avaliação do panorama geral dos mais recentes indicadores macroeconômicos das economias brasileira e mineira -

Os resultados consolidados da economia mineira referentes a 2017 foram apresentados e discutidos na manhã de quarta-feira, 18, em mais um seminário da série Conjuntura Econômica de Minas Gerais.

Realizado a cada quadrimestre pela Fundação João Pinheiro (FJP), o evento apresenta a avaliação preliminar do panorama geral dos mais recentes indicadores macroeconômicos das economias brasileira e mineira. Nesta edição, o evento contou com as participações do Secretário Desenvolvimento Agrário, Neivaldo de Lima Virgílio, e do Secretário Adjunto de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Amarildo José Brumano Kalil.

2º trimestre

Agropecuária - No segundo trimestre de 2017, o volume do valor adicionado pela agropecuária mineira diminuiu -0,2% em relação ao trimestre anterior na série com ajuste sazonal. Para o Brasil não houve variação na mesma base comparativa. Em relação ao primeiro trimestre de 2016, a agropecuária de Minas Gerais cresceu 4,7% e a do Brasil, 14,9%.

A evolução do setor no Estado foi favorecida pela produção de grãos, com safras recordes de milho e soja e grande colheita de feijão, o que contribuiu para abrandar a pressão negativa da retração da produção de café, principal produto da pauta agrícola mineira.

O Secretário Desenvolvimento Agrário de Minas Gerais, Neivaldo de Lima Virgílio, destacou e que a Seda atua em dois eixos principais, que são a regularização fundiária e o fortalecimento da agricultura familiar, desde a produção até o processo de comercialização.

“É importante frisar a relevância da regularização fundiária para que os agricultores possam ter acesso a créditos e programas de governo”, observou. “Minas Gerais tem a segunda maior população rural do país e temos na secretaria a preocupação de fortalecer a produção e comercialização dos produtos da agricultura familiar. Mesmo com toda essa crise que estamos vivenciando no país, ainda conseguimos ver a agricultura familiar dando bons resultados”, ponderou.

De acordo com o Secretário Adjunto de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais, Amarildo José Brumano Kalil, o desenvolvimento agrário do Estado tem sistematicamente aumentado sua produção. “Somos extremamente competitivos na produção de alimentos. A agricultura ocupa hoje 13,3% da área do Estado e a pecuária 32,2%, o que totaliza 45% do território mineiro”, afirmou.

Para ele, os maiores desafios do setor passam pelo combate à pobreza rural e à escassez da água, pela preservação do meio ambiente e pela produção de energia renovável. “O produtor tem que ser protagonista nisso e estamos trabalhando pela agricultura sustentável”, disse. “Temos como desafio a adaptação ao novo cenário do setor agropecuário, com o emprego de zootecnia e agricultura de precisão e de tecnologia, além das questões de sucessão no campo e escassez de água”, completou.

Serviços - O setor de serviços, responsável por aproximadamente dois terços do Valor Adicionado (VA) da composição da economia mineira, tem aumentado sua participação em relação ao PIB, tanto no Estado como no país. No 2º trimestre de 2017 o setor apresentou crescimento de 0,5% em Minas Gerais e de 0,6% no Brasil.

Mercado de trabalho - No segundo trimestre de 2017 a População Economicamente Ativa (PEA) de Minas Gerais aumentou 0,9% em relação ao trimestre anterior e 1,2% na comparação com o mesmo período do ano anterior.

Dados da PNAD contínua estimaram uma taxa de desemprego de 12,2% para o Estado no segundo trimestre de 2017, com variação negativa de 1,5 ponto percentual (p.p.) em relação ao trimestre anterior e aumento de 1,3 p.p. ante o segundo trimestre de 2016.

De acordo com o Caged/Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), Minas Gerais teve um saldo líquido positivo de 53,2 mil postos de trabalho entre admissões (441,7 mil) e desligamentos (388,5 mil) no período.

2º quadrimestre

Finanças Públicas - No segundo quadrimestre de 2017 a situação das contas públicas do governo mineiro continuou delicada, uma vez que, de janeiro a agosto, foi registrado déficit de R$ 2,14 bilhões.  Mesmo assim, o quadro fiscal tem se mostrado um pouco mais favorável do que o previsto.

A intensificação das ações de fiscalização e a implementação do Plano de Regularização de Créditos Tributários (Novo Regularize) contribuíram para amenizar os impactos da recessão econômica e a arrecadação dos principais tributos (ICMS e IPVA) apresentou desempenho melhor do que o Produto Interno Bruto nos últimos doze meses, enquanto as despesas com pessoal, que no fechamento de 2016 apresentou incremento nominal de 8,9%, teve acréscimo nominal inferior nos oito primeiros meses de 2017 (6,7%).

1º semestre

Indústria - No primeiro semestre de 2017 o desempenho do setor industrial de Minas Gerais sofreu retração de 1,0% em relação ao mesmo período de 2016 no índice de volume do valor adicionado. Na mesma base de comparação, a indústria extrativa foi a única que ampliou o índice de volume (10,4%).

Por sua vez, a indústria de transformação apresentou em julho de 2017 produção física 6,2% maior do que a de dezembro de 2016 na série com ajuste sazonal e média móvel. Mesmo assim, o acumulado do primeiro semestre ainda foi 0,5% menor que o verificado para o mesmo período de 2016 na série sem ajuste sazonal.

Comércio Exterior - No acumulado de janeiro a agosto de 2017 a balança comercial de Minas Gerais foi superavitária, com saldo comercial de US$ 12,2 bilhões, o melhor valor alcançado entre os estados brasileiros no mesmo período.

Na comparação com o 1º semestre de 2016, o montante ultrapassou em 28,0% o saldo de US$ 9,5 bilhões observado. No Brasil o superávit variou 48,6% ao aumentar de US$ 32,4 bilhões para US$ 48,1 bilhões.

Febraban adia para 2018 recebimento de boletos vencidos em qualquer banco

A possibilidade de pagar boletos vencidos com valores abaixo de R$ 2 mil em qualquer banco foi adiada para o próximo ano. A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) estendeu o prazo de implementação do novo sistema por causa da grande quantidade documentos bancários no país.

Em julho, a Febraban iniciou a implementação de novo sistema de pagamento de boletos, de forma escalonada. Na primeira etapa, os bancos passaram a aceitar o pagamento de boletos vencidos com valores a partir de R$ 50 mil. No mês passado, o valor mínimo foi reduzido para R$ 2 mil. Hoje (9), deveriam começar a ser recebidos em qualquer banco os boletos vencidos a partir de R$ 500 e, segundo o cronograma inicial, em novembro, haveria nova redução para o valor mínimo de R$ 200. Em dezembro, todos os documentos vencidos passariam a ser aceitos em qualquer banco.

“Em função do volume elevado de documentos que irão trafegar pelo novo sistema – cerca de quatro bilhões de boletos por ano, montante comparável à capacidade das grandes processadoras de cartões de crédito do mundo – o setor bancário decidiu rever o cronograma original, que previa a inclusão de todos os boletos na Nova Plataforma de Cobrança já a partir de dezembro”, disse a federação em nota.

As novas datas das próximas etapas do cronograma serão divulgadas posteriormente.

Segundo a Febraban, o novo sistema garante o registro de todos os boletos e o compartilhamento de informações sobre emissores e pagadores pelos bancos e por isso elimina o risco de pagamento em duplicidade: quando um boleto é apresentado em algum banco, o sistema informa se ele já tiver sido pago, evitando novo pagamento por engano. “O novo sistema reduz inconsistências de dados e permite a identificação do emissor e do pagador do boleto, facilitando o rastreamento de pagamentos e redução das fraudes, fonte de preocupação permanente para todo o sistema bancário”, destaca a entidade.

 

Empresas do Simples Nacional pleiteiam adesão ao novo Refis

- Diretor da Fradema comenta que a categoria é a mais afetada pela crise econômica e ficar de fora dos parcelamentos pode significar a falência do negócio -

Com a recente possiblidade de refinanciamento que a as empresas integrantes do Simples Nacional tiveram, a categoria agora corre o risco de ficar impossibilitada de aderir à reabertura do programa de refinanciamento de dívidas tributárias, o Refis. O fato de terem participado do programa há pouco tempo foi um dos motivos citados para barrar uma nova adesão da classe.

Com base na possibilidade do aumento de inúmeros benefícios, e que atribuem inclusive maiores descontos em multas e juros, será um grande prejuízo para as Micro e Pequenas Empresas ficarem de fora. Anteriormente, esses contribuintes do Simples Nacional puderam quitar suas dívidas tributárias vencidas até maio de 2016 em 120 prestações, entretanto, sem a redução da multa e dos juros, com encerramento do prazo para adesão em março deste ano.

“Deixar as empresas do Simples de fora dos parcelamentos especiais é lamentável, pois estas, independentemente do tamanho, sofreram demais com a crise por falta de vendas, sem serviços, e neste cenário, as pequenas e médias empresas são as que, fatalmente, mais sofrem”, explica Francisco Arrighi, diretor da Fradema Consultores Tributários.

Para Arrighi, é compreensível que o Governo tenha dificuldades em parcelar os débitos das empresas do Simples Nacional, que necessitam de uma Lei Complementar, além deste dinheiro ser distribuído aos Municípios e Estados, dificultando ainda mais as reduções de multas e juros.

“É preciso encontrar um caminho alternativo para ajudar os empreendedores dessa classe, em um parcelamento especial e emergencial, portanto, uma opção seria solicitar auxílio aos deputados votados, isso é claro, se o eleitor se lembrar em quem voltou, pois estes tem autonomia para alterar uma lei complementar. As pequenas empresas necessitam de ajuda, porque mesmo sendo pequenas, representam grande fonte de emprego no Brasil”, conclui o diretor da Fradema.

Vale lembrar que o fato das pequenas e médias empresas terem aderido recentemente ao programa de refinanciamento da dívida ser um empecilho nesta nova reabertura, outro impedimento legal também barra um novo acordo, pois, de acordo com Rodrigo Ribeiro, coordenador-substituto de cobrança da Receita Federal, a Constituição estabelece que apenas um projeto de lei complementar possa definir esse tratamento diferenciado à essas empresas.

Também é importante ressaltar que o Refis, programa que refinancia dívidas, taxas, tributos e multas que as pessoas físicas e jurídicas deixaram de recolher, teve seu período para adesão estendido pelo governo de 31 de agosto para 31 de outubro.

O programa contempla débitos vencidos até 30 de novembro de 2016, inclusive objeto de parcelamentos anteriores rescindidos ou ativos, em discussão administrativa, judicial, ou ainda proveniente de lançamento de ofício efetuados.

J&F vende empresa de celulose Eldorado para holandesa por R$ 15 bilhões

Alvo da Operação Lava Jato, após suspeitas de ter seus ativos superavaliados no mercado financeiro, a empresa Eldorado Celulose, que pertencia ao grupo J&F, foi vendida no sábado,02, ao grupo holandês Paper Excellence. A conclusão das negociações foi anunciada hoje, após assinatura do contrato de compra e venda que prevê a transferência de todas as ações da empresa pelo valor de R$ 15 bilhões.

De acordo com comunicado conjunto, as empresas vão finalizar a operação nos próximos 12 meses. Sediada na Holanda e com fábricas de celulose também no Canadá e na França, a Paper Excellence produz 2,3 milhões de toneladas de celulose por ano e tem a intenção de se tornar um dos gigantes da indústria em nível mundial. Já a Eldorado produz cerca de 1,7 milhão de toneladas de celulose de eucalipto por ano.

Controladora de grupos como os frigoríficos da empresa JBS, a holding J&F Investimentos teve seu acordo de leniência homologado pelo Ministério Público Federal (MPF), no qual terá que pagar R$ 10 bilhões de multa pelo esquema de corrupção envolvendo o pagamento de propina a agentes públicos. Desde que a delação premiada de executivos da companhia veio à tona, o grupo está se desfazendo de empresas no Brasil e no exterior, como as filiais que operam no mercado de carnes em países sul-americanos .

Em julho do ano passado, a Eldorado foi alvo da operação Sépsis, um dos braços da Lava Jato. Na ocasião, os policiais federais vasculharam o escritório da empresa na Marginal Tietê, em São Paulo. De acordo com os investigadores do MPF, a empresa FIP Florestal obteve investimentos ilicitamente antes de se fundir com a Eldorado, cujos sócios majoritários passaram a obter financiamentos e empréstimos na Caixa Econômica Federal.

Diário Oficial traz prorrogação de prazo para regularização tributária

O Diário Oficial da União traz hoje (31) a prorrogação do prazo de adesão ao programa de regularização tributária para pessoas físicas e empresas. Agora, os contribuintes com débitos com a Receita Federal e a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional podem aderir ao programa até 29 de setembro. O prazo inicial de adesão ao Programa Especial de Regularização Tributária (Pert) - previsto na medida provisória enviada pelo governo ao Congresso Nacional – terminaria nesta quinta-feira.

Ontem, o presidente da República em exercício, Rodrigo Maia, editou medida provisória (MP) prorrogando o prazo de adesão ao novo refinanciamento de dívidas.

Os líderes na Câmara dos Deputados estão em busca de acordo para votar a proposta até a semana que vem. A ideia é encontrar um ponto de equilíbrio entre as mudanças feitas no programa durante a tramitação no Congresso, com forte redução de arrecadação, e a proposta inicial do governo.

Em nota, a Receita Federal informou que os contribuintes que aderirem a partir de amanhã (dia 1º) deverão efetuar o pagamento cumulativo das prestações de agosto e setembro até 29 de setembro. A Instrução Normativa da Secretaria da Receita Federal que regulamenta a prorrogação do prazo será publicada amanhã no Diário Oficial da União.

Estados maquiam contas e 'escondem' rombo de R$ 30 bi com a previdência

Prática é condenada pelo TCU; 9 Estados ultrapassaram limites da Lei de Responsabilidade Fiscal em 2016

Governos informaram ao Tesouro déficit de R$ 55 bi em 2016, mas a União detectou que o rombo é de R$ 84,4 bi.

BRASÍLIA - Os Estados declararam no ano passado um rombo R$ 30 bilhões menor na Previdência do que o apurado pelo Tesouro Nacional. O boletim anual que vai ser divulgado hoje e foi antecipado ao ‘Estadão/Broadcast’ mostra que os governos regionais informaram déficit de R$ 55 bilhões com o pagamento de aposentadorias e pensões, mas o Tesouro detectou que o rombo é de R$ 84,4 bilhões. A prática é condenada pelo Tribunal de Contas da União (TCU).

Embora usem uma contabilidade diferente, os Estados referendaram os cálculos do Tesouro. A União faz um acompanhamento anual das contas estaduais para a renegociação de dívida. E, dentro desse programa de acompanhamento, os Estados admitiram que há diferenças nas informações. “Há diferenças de apuração e precisamos trabalhar juntos pela convergência”, diz a secretária do Tesouro, Ana Paula Vescovi. “Temos de estar na mesma página do ponto de vista contábil.”

O presidente do Comitê de Secretários de Fazenda dos Estados (Comsefaz), André Horta, reconhece que há divergências com o Tesouro sobre a classificação de determinadas despesas, mas diz que os governos estaduais trabalham para adequar as estatísticas. A renegociação da dívida dos Estados previu alguns dispositivos para tentar tornar essa contabilização menos desigual. “O mais correto provavelmente é algo entre os dois (modelos)”, diz Horta.

Gravidade. O mais grave é que a conta para o futuro também está subestimada. Surpreendentemente, o rombo nas contas da Previdência dos Estados já é maior do que as previsões feitas para os próximos anos pelos próprios governos regionais.

“As decisões do presente podem estar sendo turvadas por essas estimativas, que estão minimizando o problema”, adverte a secretária do Tesouro. Na sua avaliação, o retrato mais fiel da realidade dos Estados ajuda na tomada de decisões para resolver os problemas. Hoje, as dificuldades estão escondidas por números irreais.

 

Página 1 de 3